Achei que
não tinhas fim, Universo,
E não tinhas.
Ao vir teus
olhos fugidios,
Prestes a
roubar a beleza dos lírios,
Encantar as
aves com seus cantos híbridos,
Fiquei
assim...
Tão propenso
a cantar,
Que meu
coração feito lobo,
Em vias de
cheias luas,
(eu te vi
tão nua!)
E louco a
uivar.
Como era
pequeno,
Universo,
Não sabia de
tuas vestes
escuras,
Nem de tua
alma tão pura,
Que me
encantara ao acordar.
Sabia que
Deus existia,
Mas em
formas esguias,
Obriguei-me
a... Chorar.
Era teu
corpo meu Universo,
Onde eu
brincava de menino...
Descia
montanhas,
E suas
entranhas, abrigo,
Tão
assemelhadas ao forte,
Que rumo ao
norte,
Fez-me
cativo.
Roubei tuas
estrelas,
Criei mil versos,
Penetrei em
sua penumbra,
Pousei em
planetas
Fui guerreiro
inércio...
Universo.

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