quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Você, meu Universo.





Achei que não tinhas fim, Universo,
E não tinhas.
Ao vir teus olhos fugidios,
Prestes a roubar a beleza dos lírios,
Encantar as aves com seus cantos híbridos,
Fiquei assim...
Tão propenso a cantar,
Que meu coração feito lobo,
Em vias de cheias luas,
(eu te vi tão nua!)
E louco a uivar.

Como era pequeno,
Universo,
Não sabia de tuas vestes
escuras,
Nem de tua alma tão pura,
Que me encantara ao acordar.
Sabia que Deus existia,
Mas em formas esguias,
Obriguei-me a... Chorar.

Era teu corpo meu Universo,
Onde eu brincava de menino...
Descia montanhas,
E suas entranhas, abrigo,
Tão assemelhadas ao forte,
Que rumo ao norte,
Fez-me cativo.

Roubei tuas estrelas,
Criei mil versos,
Penetrei em sua penumbra,
Pousei em planetas
Fui guerreiro inércio...

Universo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário