terça-feira, 3 de novembro de 2015

Onde Estás?


Onde estás, oh, brisa do meu céu?

O que fazes, o que sonhas?

Antes em teus olhos, caminhavas,

Em meu corpo flutuavas,

E em teus seios, em teus relevos,

Em tuas pequenas pérolas, eu vos amava.

Onde estás, oh mulher divina,

Que corróis minhas desventuras,

Elevas-me às alturas,

Soltai-me nas nuvens,

E nadar ao sol.

Fizeste-me cego da dor,

Amante sem dó,

Criança fugidia do mal,

Adolescente carente de teus apelos!...

Onde estás, mulher!?

Quando me encanto com o canto

Dos pássaros,

Quando caem lágrimas em

Meus passos,

Quando sozinho em meu mundo,

A edificar ideologias,

Filosofias, histórias,

Canções...

Vêm-me tua alma, tua voz,

Teu sumo.

E de tua essência tão perfeita,

Retiro apenas o que me foi em reflexo...

Vêm-me assim tornados cansados,

Advindos de um espaço oculto, sem nexo...

Dele nada retiro,

Apenas a realidade,

Que nos separou em maldade...

Desnudou meu sexo.

Ondes estás...?

Em solitário âmago, naufrago,

Em brumas negras, fadado

A morrer perdido,

Esquecido,

Sem ti...
Eu vivo.