Onde estás, oh,
brisa do meu céu?
O que fazes,
o que sonhas?
Antes em
teus olhos, caminhavas,
Em meu corpo
flutuavas,
E em teus
seios, em teus relevos,
Em tuas
pequenas pérolas, eu vos amava.
Onde estás,
oh mulher divina,
Que corróis
minhas desventuras,
Elevas-me às
alturas,
Soltai-me
nas nuvens,
E nadar ao sol.
Fizeste-me cego
da dor,
Amante sem dó,
Criança fugidia
do mal,
Adolescente
carente de teus apelos!...
Onde estás,
mulher!?
Quando me
encanto com o canto
Dos pássaros,
Quando caem lágrimas em
Meus passos,
Quando sozinho
em meu mundo,
A edificar
ideologias,
Filosofias,
histórias,
Canções...
Vêm-me tua
alma, tua voz,
Teu sumo.
E de tua
essência tão perfeita,
Retiro apenas
o que me foi em reflexo...
Vêm-me assim
tornados cansados,
Advindos de
um espaço oculto, sem nexo...
Dele nada
retiro,
Apenas a
realidade,
Que nos
separou em maldade...
Desnudou meu
sexo.
Ondes
estás...?
Em solitário
âmago, naufrago,
Em brumas
negras, fadado
A morrer
perdido,
Esquecido,
Sem ti...
Eu vivo.