sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Pequeno Verde





Verde, estático, à beira de um telhado...
Bico fechado, asas por voar...
Pés unidos, corpo em sentido,
Teus olhos pontiagudos, agudos,
Em meu mar.

Tão frio, como águia na solidão,
Abriste frestas em minha janela,
Senti-me prisioneiro em cela,
E o céu como vilão.

Não sei para onde ias,
Nem sei se o que amavas,
Sei que eras uma ave pequena,

E eu a contemplar tua pureza amena,
Revestida de beleza plena
Esverdeando mais o mundo,

a levar minha alma serena
Ao canto mais profundo. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Insustentável




Dor inviolável
No cantinho de minha alma,
Se expande devagarinho,
Deixando-me em trauma...
Dessa dor que não se esvai,
Meu galho de esperança
É você;
Minha sintonia,
 Minha vida,
Minha liberdade...
É você.
Não escuto essa dor,
Que do meu clamor não cala,
Se instala,
Estala... Com um trovão.
E a chuva me vem fria,
Em meu rosto vermelho,
Impiedosa,
Vaidosa,
Morrendo a rosa
Que nasceu para florescer...
Põe-se a morrer.
E não voltar mais...
Intragável,
Insustentável,
Invisível,
Tão nódoa de meu copo de plástico,
No fundo de meus pensamentos de vidro.

Dor.