Levei um susto...
Não estavas em mim.
Saíste de repente,
Tornar-te ausente,
Tão fora de minha alma,
enfim...
Tomavas banho na noite,
alimentava-se de dia,
Clamavas a natureza à tarde,
Eras um ser livre... Eu via.
Estavas em um mundo
Como criança vadia,
corrias montanhas a fundo,
enquanto no solo eu morria...
Como eu te amava,
pois eras meu amor.
Saias de mim como palavras,
e eu em larvas,
desfazia-me sob teu olhar.
Estavas tão bela,
como aquarelas ao mar,
tão lirica ao passo,
rumo ao laço
E não querias voltar...
Por quê?
Se dava-lhe meu coração,
o que não tinha presente,
dava-lhe meu espirito,
tão empírico e onisciente!
Dava-lhe na boca meu cálice,
tão sagrado quanto à vida,
corria-lhe quando enferma,
Impedindo tua ida...
E hoje, ao vir de volta ao meu...
sinto o sol nascer nos dias,
nas noites que não há...
Sinto teus olhos sérios
Calhar em meu peito,
Este ser imperfeito,
do qual nunca sairá...

Nenhum comentário:
Postar um comentário