quarta-feira, 30 de abril de 2014

Prisioneiro Teu






Levei um susto...
Não estavas em mim.
Saíste de repente,
Tornar-te ausente,
Tão fora de minha alma,
enfim...

Tomavas banho na noite,
alimentava-se de dia,
Clamavas a natureza à tarde,
Eras um ser livre... Eu via.

Estavas em um mundo
Como criança vadia,
corrias montanhas a fundo,
enquanto no solo eu morria...

Como eu te amava,
pois eras meu amor.
Saias de mim como palavras,
e eu em larvas,
desfazia-me sob teu olhar.

Estavas tão bela,
como aquarelas ao mar,
tão lirica ao passo,
rumo ao laço
E não querias voltar...

Por quê?
Se dava-lhe meu coração,
o que não tinha presente,
dava-lhe meu espirito,
tão empírico e onisciente!

Dava-lhe na boca meu cálice,
tão sagrado quanto à vida,
corria-lhe quando enferma,
Impedindo tua ida...

E hoje, ao vir de volta ao meu...
sinto o sol nascer nos dias,
nas noites que não há...

Sinto teus olhos sérios
Calhar em meu peito,
Este ser imperfeito,
do qual nunca sairá...






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