terça-feira, 15 de abril de 2014

Sem Norte






Espero em sentidos,
Como espírito lírico,
ao sol viciado,
o teu corpo selvagem.

Uma orquídea que se fora,
em terras sem cultivo,
sem flores ou rumores,
para o chão em que piso...

Espero como frutos e filhos,
de uma árvore tão distante,
quimera tão deveras,
Sem você, sou mero errante.

Ao chão, envelheço e padeço,
em busca de um pensamento,
Em luto pelo que não fui,

Ao som de uma agulha quebrada.
sem medo do tempo,
que a tornará esquecida.

E o vento me bate tão frio,
sem o menor prezo ou piedade,
não me vale à pena viver
não quero tua saudade.

quero ser Nero de teu corpo,
viver em chamas de tua Roma,
gritar ao mundo que sou deus,
sou o desejo que te ama.




Nenhum comentário:

Postar um comentário