Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. (Camões)
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Elo
Simples como o ódio,
violento como a água que desce,
em chamas como o fogo que queima,
físico como garras no sangue..
Bruto como a dor da vida,
sério como o caos,
frio como a geleira sagrada,
inquebrantável como ouro...
Cego como as nuvens,
cíclico como Deus,
selvagem como tigres,
amantes como lírios...
Doce como água pura,
belo como a certeza,
amado, como a arte,
verde, como a beleza.
Assim é o nosso amor,
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Linda Dor
Sinto ainda seu corpo
Suando no meu,
Uma água fria,
que se vai febria,
embriagando vias,
como Vênus prometeu.
Desce doce em meu peito,
em trajetos quentes
do seu leito,
Molhando crua a tua lua,
suas serras, seu desejo.
E cai enlameando curvas,
e eu sem luvas,
devorando-te nua,
tão menino sem cor.
Tão saliente em maldade,
destruindo saudade
em teu mundo
de amor.
Vinguei minha dor,
tão fina e distante,
tão séria e errante,
agora era bela como
uma flor
Desfiz a maldição,
que cantei em outrora,
pois, naquela dia, (e hora),
eras meu sonho
minha bela ilusão.
E o norte se fez real,
em abraços, em beijos,
que jamais te dei.
Nossos brios ungidos,
como crentes remidos,
por caminhos que passei.
A santidade se desfez
e teus olhos eram meus,
nada mais se dizia,
apenas uma canção se ouvia...
A canção do amor meu.
E cansados, nos amamos,
e no descaso do amor,
nos matamos!
E ao ressuscitar do leito,
olhei teu belo peito,
e te amei muito mais,
cantei poemas líricos,
que se esvaiam como mitos,
que em sonhos não se veem tais.
Amar-te é como fogo,
que sobe como espírito meu,
se desfaz por falta de lenhas quentes,
volta como meros umbrais.
E nesse dia, fui um fogo,
que te amou ferozmente,
como um leão vadio,
que se molha em rio,
após devorar presas inocentes.
Esse sou eu, e tu, minha breve
rainha,
tão pobres quanto mendigos,
em busca de um simples abrigo,
meros amantes, em busca de alívio.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Você, meu meu sol, minha chuva.
E o sol não nasceu...
Uma Nuvem cinzenta,
avarenta,
Robou-me o que era meu.
Fez-me sucumbir,
cair,
Ver a terra molhada,
arraigada,
de passos seus.
Um breu se fez.
Era noite.
A escuridão me perseguiu,
e deu-me um açoite.
Não temi o meu fim,
era apenas um início
de um mero precipício,
de você sem mim...
Em prantos nas águas,
sob a chuva de verão,
entonei seu nome,
tornei-me homem,
em plena solidão..
E o sol surgiu,
em pernas lisas,
em sorrisos obtusos,
em forma de deusa lírica,
não havia mais escuro.
O perfume da rosa
em mim se fez,
a canção das ondas,
do lírio e das pombas,
Fazias parte de mim,
outra vez.
Um beijo na alma
em desejo em teu corpo,
uma leveza da calma,
me encontrei em teu gosto.
Nus nas areias do deserto,
em céus descobertos,
em brios finos te amei,
Nem mesmo o sol que se ia
em seu perdão que partia,
retirou o sonho da memória,
do amor que em nós havia (eu sei).
sábado, 2 de maio de 2015
Vermes Elegantes
Sinto uma dor terrível,
a dor da solidão.
Dessas dores que tornam
o forte fraco,
dessas que sugam o caule
do coração.
Parece-me que me arrancam as visceras
com a própria mão,
Dando flores que com a mão esquerda
sorria,
Com a mão direita se ia,
Que com apertos se vão.
Hoje eu morri
Não sei amanhã,
talvez as montanhas me vejam,
os céus me julguem,
mas não vou não...
Sei apenas do meu coração,
dói demais por nada,
como louco em disparada,
como filhos em desunião.
Mas o universo é assim,
formigas querem gigantes ser,
e sóis, meros vaga-lumes,
Andorinhas nadar em cardumes,
e peixe fazer verão.
Ainda não me vou, nem quero ir,
são apenas reflexos do homem.
subjugando meu mundo,
E aquele tão vagabundo,
tão imundo sem lar,
com lanças de areia,
prestes a julgar.
O que são, se não vermes
como sábios a opinar,
sobre nada em mundo vil,
sugando outros, sem par.
a dor da solidão.
Dessas dores que tornam
o forte fraco,
dessas que sugam o caule
do coração.
Parece-me que me arrancam as visceras
com a própria mão,
Dando flores que com a mão esquerda
sorria,
Com a mão direita se ia,
Que com apertos se vão.
Hoje eu morri
Não sei amanhã,
talvez as montanhas me vejam,
os céus me julguem,
mas não vou não...
Sei apenas do meu coração,
dói demais por nada,
como louco em disparada,
como filhos em desunião.
Mas o universo é assim,
formigas querem gigantes ser,
e sóis, meros vaga-lumes,
Andorinhas nadar em cardumes,
e peixe fazer verão.
Ainda não me vou, nem quero ir,
são apenas reflexos do homem.
subjugando meu mundo,
E aquele tão vagabundo,
tão imundo sem lar,
com lanças de areia,
prestes a julgar.
O que são, se não vermes
como sábios a opinar,
sobre nada em mundo vil,
sugando outros, sem par.
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