quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Visitante







Corpo.
Pele,
frio,
quente,
vida.
Vontade,
loucura,
ansiedade,
sorriso,
tonturas.

altura,
relevo,
baixo,
quieto,
paz,
guerras,
fogos,
deuses
e demônios.

Comida,
sofá,
cadeira,
sonhos,
relentos,
abraços,
roupas,
sem roupas,
sexo,
nexo,
provas
de amor.

Lampejos,
relâmpagos,
trovões,
tsunamis,
terremotos,
vulcões,
dragões,
feras,
eras
bela,
oi.

Colchão,
cama,
lençóis,
sujeira,
portões...
portas,
paredes,
tintas,
verdade,,,
maldade,
entidade,
pêlos,
vias,
lírios,
teclas,
sonhos...

Eu volto.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sem o seu Mundo

Em branco minha alma se foi,
Nas folhas amarelas de teu gosto,
No suposto rio que nele passara,
Dono dele era seu belo corpo.








E nele falecera tal lágrima
Que viera de sua tenra canção,
Cheia de dores e rancores,
Em que teu santo tornou-se vão.

Não estavas sóbria
Ou embriagada de alegria,
Sorrias mentirosa por trás de si,
Por tua pele tão alva e sombria.

Medrosa como borboletas sozinhas,
Numa noite mais solitária,
Numa lua mais distante,
Que tuas mãos longe da minha.

Cantaste uma bela musica,
E no porém do seu no entanto,
Era só sua u´a melodia
Que virou um belo canto,

E
Busquei o mas e não achei,
O contudo estava presente,
E vi teu choro frio,
Vi meu mundo decadente...

Todavia ausente naquele dia
Vi tua alma virar interjeição.
Vi a paz de tuas guerras,
E sol, na escuridão,

Um castigo que dele viera,
Desfazer meu mundo
E, eu, tão imundo,
Senti sua Quimera virar solidão.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sintonia com a tua








Renovo minha alma,
ao passo ta tua,
meu corpo pedinte
ao vir você nua.

E meus desejos,
juntos ao teus,
encarnam o suor 
do silêncio,
entre murmúrios de ateu...

Nesse ruido de amor,
em que tua voz
me alucina,
inclino meu mundo,
ao teu eu profundo,
encontro pequenas 
minas.

E em teu tesouro
coberto,
tão misterioso de ser,
choro em sorrisos,
quero enfim te ter,
(não me deixe só).

Preciso de teus sonhos,
de tua figura em mito,
em que contava
em fogueiras ao fim
dos ritos..
Preciso de teu sexo,
conexo com meu tempo,
de tuas figuras,
de tuas gravuras,
que, em paredes cruas,
soltavas um grito.

Renovo meu desejo,
em nome do meu amor,
da saudade que sinto,
das batalhas em que minto...
ouça meu clamor!



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Mendigo dos Sonhos











Cego por tua boca,
por teus olhos. 
Preso por teus sonhos,
por teu mundo...

Divago em desertos úmidos,
pelas lágrimas que chorei,
canto baixinho nossa canção,
no assobio que errei.

Onde estás, mulher,
deusa do meu céu!

Por teu véu eu vivo,
sobrevivo e ando,
Por tuas selvas de ossos,
de carnes, alma e espirito,
desfaleço e morro.

Por teus morros e montanhas,
pelas vias secretas que amei,
pelos mistérios ingratos,
dos quais não desvendei,

Pelas calçadas solitárias,
dos tijolos que ergui,
das taças amargas do vinhos
caros,
da água que meu corpo bebeu...

Onde estás...

A saudade é fria,
como folhas na relva pela manhã,
e nela te encontro,
te percebo,
e te amo.





terça-feira, 16 de setembro de 2014

Sete Pontos




No escuro dos mistérios,
nas brumas da fantasia,
ao som de tuas lágrimas,
ao sol de teu sorriso,

Ao descer de teu corpo,
nas ondas de teu cálice,
no vinho de tua boca,
na paz de tua pele,

Nos pêlos de teu intimo,
em teus lábios que não vejo,
na boca que me beija,
nas luas irmãs que provocam,

No espaço-tempo de teu olhar,
Na cor de teus cabelos,
no murmurio quente do amor,
no escuro frio de teu quarto,

nas guerras que travo,
nas dores que sinto,
no incio de meu desejo,
no fim de minhas vontades,

nas estrelas que me veem,
nos cometas que me alegram,
no azul de teu céu,
na raiz de tua terra tão fértil.

Descubro,
encontro,
e te quero.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Confuso Cavalheiro






Comungo meus deuses,
Meus demônios com vossa Mercê,
Meus atrozes pecados,
Culpados, traslados,
confusos, obtusos,
ainda que não tenha ocê...

Por quê?
Espirito cansado,
corpo cerrado,
olhos espantados,
e tu, à beira do caminho,
presa em meu ninho...
Perdia você.

Meu plano era morrer
junto a ti,
Não dera certo.
Era correr colhendo flores,
andar em meio a oceanos,
como desertos!
E assim, como estrelas
ante sol,
tudo era incerto...

Eu só queria te ver,
e não poderia;
ver teu sorriso de longe,
pisar o teu chão,
beber tua lágrima,
brindar em teu cálice,
amar o teu corpo,
entrar em tua alma...
saber teu nome,
minha senhoria.



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Você, meu Sol da Manhã



Conheci a beleza, e era eterna,
Tinha a suavidade de seus olhos,
Tinha o seu perfume.
Conheci o amor,
E estava dormindo
Em plena terça-feira,
Embaixo do edredon...
Com uma voz de criança,
Cheia do dengo,
E pedindo mais amor.
Conheci a arte,
E estava em sua voz,
Com uma rouquidão amena,
Em seu mundo pleno,
Me clamando
Para ser feroz...
Não pude ser.
E conheci a justiça divina,
Em seu ato, em seu sorriso,
Em tua pele.
Tão justa e firme,
Tão jovem e quente,
Que meus olhos imponentes,
Tornaram-se delinquentes,
Ao vir tua pequena mão
Acenando o nada.
Descobri a dor,
Quando se foi,
Quando desligou,
E não me falou.
Fora como se desertos
Se formassem,
Plantações de areia
Me tomassem...
E o mundo acabou.
Mas conheci você...
A medida das curas
Para minhas fraquezas,
A vitória da certeza,
Dos teus olhos,
Dos rios, ventos e mares,
A vitória dos palmares,
Estou de volta ao lar...
de volta a você.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Adolê






Envio minha alma à tua,
Desnuda e quente,
Hibrida natura crua,
E recebo teu amor,
Maquilado de risos,
Em meu sol poente...
E...

Em teu corpo que se abre,
Em meus dias que te amam,
Em ruas que se falam...
Em  guerras que me clamam...

Envio meu canteiro de flores,
Meus pássaros  beija-flores,
Ao teu ninho  de lírios,
Repleto de cores...
E minhas dores se vão,
Como rastros de ódio
Apagados na areia,
Ao som do teu canto,  sereia,
Que emudece meu rio,
Nas horas em que a lua
Rastreia meu não...



Regis.