segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Confuso Cavalheiro






Comungo meus deuses,
Meus demônios com vossa Mercê,
Meus atrozes pecados,
Culpados, traslados,
confusos, obtusos,
ainda que não tenha ocê...

Por quê?
Espirito cansado,
corpo cerrado,
olhos espantados,
e tu, à beira do caminho,
presa em meu ninho...
Perdia você.

Meu plano era morrer
junto a ti,
Não dera certo.
Era correr colhendo flores,
andar em meio a oceanos,
como desertos!
E assim, como estrelas
ante sol,
tudo era incerto...

Eu só queria te ver,
e não poderia;
ver teu sorriso de longe,
pisar o teu chão,
beber tua lágrima,
brindar em teu cálice,
amar o teu corpo,
entrar em tua alma...
saber teu nome,
minha senhoria.



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