Em nome de
Deus,
O que sou?
Navegante perdido
Em teu
corpo,
Ao delírio de
se afogar
Em tuas
águas
Tão agitadas?
Não sei o
que sou,
Talvez
Um astronauta
Em teu céu,
A almejar
tuas estrelas
Vadias,
Em um negro
espaço,
Tão opaco,
Que se atira em teu
Vácuo,
Como nave
perdida no
Negro frio...
Andei em teu
rio,
Como sábio
que não era,
E atravessei
tuas eras,
Tua fera,
Tua pura guerra,
Minha terra
prometida.
Corri teus
lábios,
Percorri teus
seios,
Fui sedutor,
Derrame-me
em teu
Corpo,
Ressuscitei-me louco,
Do cansaço e
morto
Te amei.
Atirei-me em
tuas dunas,
Cassei teu mistério,
Era deveras
um lírio,
A espera deste
homem,
Que te
consome
Como anfíbio...
Procurei sua
dor,
Não encontrei,
Fui teu rei,
E tremia de
amor,
Assim como eu sei.
Queria ser salva
de tuas batalhas,
E te levei às
horas calmas,
E te dei o que eras.
Após não ser
peregrino
vão,
Dormi em teu
mundo,
Fui mais
presente que
Gerúndio,
Acordei em
teu coração...
Ainda não
sei o que sou,
Mas és minha
vida,
Meu mundo de
paz,
Minha lua e sol tenaz,
Que me torna menino,
Em busca de
teu segredo,
E se sente
voraz.








