Unhas pontiagudas em meu peito,
Rasgando pêlos, em selos de carta,
Pensei no nada, e nele fiquei,
Rasguei teu corpo,
Ao chegar ao topo, saltei.
Nem passarinhos,
A voar sozinhos em serras,
A deixar cair seus ninhos
Em Terras,
Imaginei...
Lábios sutis em tua pele,
Cansados de viajar,
Rondou tuas montanhas,
Tuas vias e entranhas,
E em tua boca desaguou.
O acaso se fez
Ainda que não existisse,
Lá estávamos em lírios,
Suando alegrias em um mundo
Triste...
Como te amei...!
Resguardei a dor da vida,
Martírios de outrora,
Lágrimas de vidas passadas,
Eu voava sobre tua aurora...
E nos instantes,
No presente que me cabia,
Pensar num futuro,
Desde passados que se iam,
Era a gota de meus lábios,
O suor de nossa folia,
Em murmúrios que cantavam,
Em saudades que surgiam...
