quarta-feira, 22 de abril de 2015

Beleza Eterna Estranha


Meu coração se foi
sem teus olhos de abril
Foi como chuvas de março
Em vias primaveril....

Soava como sino de igrejas
em pequenas capelas
que ornavam tua beleza
E tudo fora pueril...

Ele se foi como ladrão
Desses que roubam uma canção
Nascem em teu sussurro
Morrem em vão...

Era preso a tua alma
ferida por palavra em larva
descera quente em terra minha
Em terra farta;

Não mais preso em solidão,
nem mesmo ao teu corpo,
belo e livre em canção.

Não mais preso em tua anca
em teu livro de bonança
de páginas frias e amarelas,
que eu queria tanto ler...

Nem tuas flores em metáforas,
tuas montanhas cerradas,
tão pontiagudas e amadas,
Não sei delas viver.

Sei apenas que te amo,
e em nome do que se foi
daquilo que sempre será
Tudo será eterno.

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