A vela se acaba, a noite me toma,
O pires se queda na sala,
E minha alma se cala,
eu te vejo nas sombras.
Suntuoso, esguio e belo,
lumia o pouco que se resta,
do espaço que se quebra,
razão de tua falta.
Lágrimas me vêm ao norte
de meu rosto forte,
como estrelas nessa noite,
tão fria, sem sorte.
Meu coração se vai ao canto,
segura a dor do pranto,
em meio ausência tua,
em que outrora esteves nua.
A lua não fala, não ama,
e cálida em profundo céu,
lembra-me tua alma, olhos teus,
Assemelha-se a teu corpo quente
E vívido, latente, que somente,
em poucas sementes
nele transbordo em mel.
Passe, noite, venha, meu dia.

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