Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. (Camões)
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Você, meu meu sol, minha chuva.
E o sol não nasceu...
Uma Nuvem cinzenta,
avarenta,
Robou-me o que era meu.
Fez-me sucumbir,
cair,
Ver a terra molhada,
arraigada,
de passos seus.
Um breu se fez.
Era noite.
A escuridão me perseguiu,
e deu-me um açoite.
Não temi o meu fim,
era apenas um início
de um mero precipício,
de você sem mim...
Em prantos nas águas,
sob a chuva de verão,
entonei seu nome,
tornei-me homem,
em plena solidão..
E o sol surgiu,
em pernas lisas,
em sorrisos obtusos,
em forma de deusa lírica,
não havia mais escuro.
O perfume da rosa
em mim se fez,
a canção das ondas,
do lírio e das pombas,
Fazias parte de mim,
outra vez.
Um beijo na alma
em desejo em teu corpo,
uma leveza da calma,
me encontrei em teu gosto.
Nus nas areias do deserto,
em céus descobertos,
em brios finos te amei,
Nem mesmo o sol que se ia
em seu perdão que partia,
retirou o sonho da memória,
do amor que em nós havia (eu sei).
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