quinta-feira, 14 de maio de 2015

Linda Dor




Sinto ainda seu corpo
Suando no meu,
Uma água fria,
que se vai febria,
embriagando vias,
como Vênus prometeu.

Desce doce em meu peito,
em trajetos quentes
do seu leito,
Molhando crua a tua lua,
suas serras, seu desejo.

E cai enlameando curvas,
e eu sem luvas,
devorando-te nua,
tão menino sem cor.

Tão saliente em maldade,
destruindo saudade
em teu mundo
de amor.

Vinguei minha dor,
tão fina e distante,
tão séria e errante,
agora era bela como
uma flor

Desfiz a maldição,
que cantei em outrora,
pois, naquela dia, (e hora),
eras meu sonho
minha bela ilusão.

E o norte se fez real,
em abraços, em beijos,
que jamais te dei.

Nossos brios ungidos,
como crentes remidos,
por caminhos que passei.

A santidade se desfez
e teus olhos eram meus,
nada mais se dizia,
apenas uma canção se ouvia...

A canção do amor meu.


E cansados, nos amamos,
e no descaso do amor,
nos matamos!

E ao ressuscitar do leito,
olhei teu belo peito,
e te amei muito mais,
cantei poemas líricos,
que se esvaiam como mitos,
que em sonhos não se veem tais.

Amar-te é como fogo,
que sobe como espírito meu,
se desfaz por falta de lenhas quentes,
volta como meros umbrais.

E nesse dia, fui um fogo,
que te amou ferozmente,
como um leão vadio,
que se molha em rio,
após devorar presas inocentes.

Esse sou eu, e tu, minha breve
rainha,
tão pobres quanto mendigos,
em busca de um simples abrigo,
meros amantes, em busca de alívio.






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