Sinto uma dor terrível,
a dor da solidão.
Dessas dores que tornam
o forte fraco,
dessas que sugam o caule
do coração.
Parece-me que me arrancam as visceras
com a própria mão,
Dando flores que com a mão esquerda
sorria,
Com a mão direita se ia,
Que com apertos se vão.
Hoje eu morri
Não sei amanhã,
talvez as montanhas me vejam,
os céus me julguem,
mas não vou não...
Sei apenas do meu coração,
dói demais por nada,
como louco em disparada,
como filhos em desunião.
Mas o universo é assim,
formigas querem gigantes ser,
e sóis, meros vaga-lumes,
Andorinhas nadar em cardumes,
e peixe fazer verão.
Ainda não me vou, nem quero ir,
são apenas reflexos do homem.
subjugando meu mundo,
E aquele tão vagabundo,
tão imundo sem lar,
com lanças de areia,
prestes a julgar.
O que são, se não vermes
como sábios a opinar,
sobre nada em mundo vil,
sugando outros, sem par.
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