Na ventania, na brisa,
na lira, na dor,
no soluço, de bruço,
no escasso amor,
nas estrelas e mares,
em terras férteis ou não,
nas luas vadias agudas,
em teu sorriso...
Perdão...!
Em teu corpo macio,
que mo traz confusão,
Em teus olhos alados,
Teu princípio... Razão...
Em vidas e mortes,
Em sortes, canção,
Entre frios e fogos,
Em brasas..
Em vão!
Ele se consome à terra,
Que de tão bela se foi,
Dispensa palavras,
Que se tornam larvas,
Me faz ser o que fui.
Amor, na frialdade que vem,
eu te peço, por Deus,
Saia deste que te pedes,
E receba este que sou.
Ao Amor

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