terça-feira, 22 de abril de 2014

Neve ao Sol








Um veludo simples
A roçar em meus lábios quentes,
Numa rua escura,
Natura das deusas luas.
Mãos e lábios finos,
sorrisos e desejos,
lampejos e vontades,
à merce do amor.

Queria a eternidade,
sem pensar em Deus,
em Infernos,
em dores, alívios...
Apenas pensar...

E ver que meus sonhos,
tão pobres, tão simples,
doentes, febris, amargos,
foram belos, ricos,
amantes, e ferozes,

Ao passo cálidos,
como torrentes
em cascatas,
em planetas
desconhecidos.

Uma bola de neve,
uma flor,
uma pétala solitária,
uma dor que se foi.
Uma paz que reinou
Em segundos...

E eu,
Um vagabundo
em seu corpo...
Um mero suicida,
entregando a vida,
a morte,
a sorte,
e o mundo...
ao seu.

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