quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Corda da Saudade






De saudades e vaidades vivo,
Ao pé da cadeira a reinar,
Meu trono solitário em silêncio,
Em busca de uma lágrima a rolar.

E não me espanto
Se esse pranto em mim não chegar,
Pois se foram minhas vozes,
Que atrozes,
Em meu amago preso,
Sem desejo,
Apenas um mero lampejo
Em meu coração
Resolveu parar...

Net´Hora de dissabor eu vivo,
E de vidas eu morro,
E desse elo sem ida,
Como masmorra sofrida,
Meu sexo pede ao seu socorro.

Nada, porém,
Traz-me seu manto,
Seus olhos,
Nem mesmo
O deus do tudo,
Um velho barbudo,
A sorrir em bares,
Em meu sangue tomar.

A saudade é fria,
É a dor que não tem.
É a arma da vida,
Apontada na ferida,
Entre meus olhos,
Janelas do Lar.

É a distância perfeita,
Amante que deleita
A Junção eleita,

Entre a canoa e o mar.

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