De saudades
e vaidades vivo,
Ao pé da
cadeira a reinar,
Meu trono
solitário em silêncio,
Em busca de
uma lágrima a rolar.
E não me
espanto
Se esse
pranto em mim não chegar,
Pois se
foram minhas vozes,
Que atrozes,
Em meu amago
preso,
Sem desejo,
Apenas um
mero lampejo
Em meu
coração
Resolveu parar...
Net´Hora de
dissabor eu vivo,
E de vidas
eu morro,
E desse elo
sem ida,
Como masmorra
sofrida,
Meu sexo
pede ao seu socorro.
Nada, porém,
Traz-me seu
manto,
Seus olhos,
Nem mesmo
O deus do
tudo,
Um velho
barbudo,
A sorrir em
bares,
Em meu
sangue tomar.
A saudade é
fria,
É a dor que
não tem.
É a arma da
vida,
Apontada na
ferida,
Entre meus
olhos,
Janelas do
Lar.
É a
distância perfeita,
Amante que
deleita
A Junção
eleita,
Entre a
canoa e o mar.

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