Luas, montanhas,
pantanais livres...
Rios lisos, frestas sutis,
longas cavernas,
cachoeiras amarelas,
pequenos pontos
no universo,
Anéis dourados
em Saturno,
Ruas desertas,
e apenas eu
a habitar esse mundo...
Teus seios em acácia,
Dourados como o sol,
Suas montanhas glúteas,
nas quais subo,
bebo e desliso,
me levam a pantanais,
em tuas anais cachoeiras,
tão amarelas,
que me levas a tuas frestas,
e faço festas
em teus pontos gentis.
Tuas joias em dedos,
em pulsos,
delatam o vaidosismo
da fêmea,
em busca de uma alma
trêmula,
e me encontram
em pensamentos imundos,
não tão sujos, no entanto,
pois te beijo a boca,
pedaço de um esfera pouca,
tão misteriosa e quente,
destruidora e em mim
latente...
Que me torno ébrio
de tua bebida ausente.
Deste mundo sou vaga-lume,
sou besouro que te invade a alma,
sou verme que rasteja teu perdão,
vou atrás de tua vida,
corro mais que a solidão;
Vou atrás de teu legado,
que me deixaras levado,
como menino amado,
que devora teu pequeno
coração.

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