quinta-feira, 15 de maio de 2014

Dor Maldita







Sabe aquela dor maldita,
Infinita por não te ver...?
Continua mais infinita,
Mais improspera de cessar.
Está na alma que não percebo,
Naquela em que a lágrima
Em que não vejo,
Não pode chegar...

Está no meu mais profundo rio,
A desaguar sem esperança,
Tal bailarino sem dança,
Criança sem riso,
Navio sem mar.

Aquela dor que maldita,
Nem mais bendita é,
Traspassa barreira
Como inimigo,
Adentra em fronteiras,
E, comigo,
Morre sem me levar.

Que maldita saudade,
Que penetra em meu coração,
Desperta minha ira,
Meu desejo em vão!
Por que sinto em vão,
Se o que sinto,
É como labirinto,
Propondo solidão?!

Quero me ir e não voltar,
Deixar de sentir,
Deixar a ti
Cortinas de palha,

Outrora meu lar.

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