quinta-feira, 29 de maio de 2014

Peregrino





Em nome de Deus,
O que sou?
Navegante perdido
Em teu corpo,
Ao delírio de se afogar
Em tuas águas
Tão agitadas?
Não sei o que sou,
Talvez
Um astronauta
Em teu céu,
A almejar tuas estrelas
Vadias,
Em um negro espaço,
Tão opaco,
Que se atira em teu
Vácuo,
Como nave perdida no
Negro frio...

Andei em teu rio,
Como sábio que não era,
E atravessei tuas eras,
Tua fera,
Tua pura guerra,
Minha terra prometida.
Corri teus lábios,
Percorri teus seios,
Fui sedutor,
Derrame-me em teu
Corpo,
Ressuscitei-me louco,
Do cansaço e morto
Te amei.

Atirei-me em tuas dunas,
Cassei  teu mistério,
Era deveras um lírio,
A espera deste homem,
Que te consome
Como anfíbio...

Procurei sua dor,
Não encontrei,
Fui teu rei,
E tremia de amor,
Assim como eu sei.

Queria ser salva
de tuas batalhas,
E te levei às horas calmas,
E te dei o que eras.

Após não ser peregrino
vão,
Dormi em teu mundo,
Fui mais presente que
Gerúndio,
Acordei em teu coração...
Ainda não sei o que sou,
Mas és minha vida,
Meu mundo de paz,
Minha lua e sol tenaz,
Que me torna menino,
Em busca de teu segredo,
E se sente voraz.


Nenhum comentário:

Postar um comentário