quinta-feira, 22 de maio de 2014

Seu Dono, Seu Senhor.





Sondo seus olhos,
O céu de sua boca,
Sondo sua alma,
seu trauma,
meu lúdico poema.

Persigo teus sonhos,
teus passos,
teu sabor.
Caminho perfeito,
vou ao seu leito,
te faço mulher,
meu amor.

Amo teu mundo,
não alheio
e profundo,
entretanto
fecundo
o que te quero,
És minha Roma,
ponho-te fogo
como Nero.

Te prendo em algemas,
tão semânticas,
sem pena,
em meu puro e lírico
trema,
sem saudades
de tua liberdade vulgar,
tão aberta como o mar.

Te quero perpétua
em meu destino,
como heroína a me salvar,
quero-te concreta,
sem sonhos,
sem ledos enganos,
quero-te sem panos,
em meu idílico lar.





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