quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Mendigo dos Sonhos











Cego por tua boca,
por teus olhos. 
Preso por teus sonhos,
por teu mundo...

Divago em desertos úmidos,
pelas lágrimas que chorei,
canto baixinho nossa canção,
no assobio que errei.

Onde estás, mulher,
deusa do meu céu!

Por teu véu eu vivo,
sobrevivo e ando,
Por tuas selvas de ossos,
de carnes, alma e espirito,
desfaleço e morro.

Por teus morros e montanhas,
pelas vias secretas que amei,
pelos mistérios ingratos,
dos quais não desvendei,

Pelas calçadas solitárias,
dos tijolos que ergui,
das taças amargas do vinhos
caros,
da água que meu corpo bebeu...

Onde estás...

A saudade é fria,
como folhas na relva pela manhã,
e nela te encontro,
te percebo,
e te amo.





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