Em branco minha alma se foi,
Nas folhas amarelas de teu gosto,
No suposto rio que nele passara,
Dono dele era seu belo corpo.
E nele falecera tal lágrima
Que viera de sua tenra canção,
Cheia de dores e rancores,
Em que teu santo tornou-se vão.
Não estavas sóbria
Ou embriagada de alegria,
Sorrias mentirosa por trás de si,
Por tua pele tão alva e sombria.
Medrosa como borboletas sozinhas,
Numa noite mais solitária,
Numa lua mais distante,
Que tuas mãos longe da minha.
Cantaste uma bela musica,
E no porém do seu no entanto,
Era só sua u´a melodia
Que virou um belo canto,
E
Busquei o mas e não achei,
O contudo estava presente,
E vi teu choro frio,
Vi meu mundo decadente...
Todavia ausente naquele dia
Vi tua alma virar interjeição.
Vi a paz de tuas guerras,
E sol, na escuridão,
Um castigo que dele viera,
Desfazer meu mundo
E, eu, tão imundo,
Senti sua Quimera virar solidão.

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