sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Pequeno Verde





Verde, estático, à beira de um telhado...
Bico fechado, asas por voar...
Pés unidos, corpo em sentido,
Teus olhos pontiagudos, agudos,
Em meu mar.

Tão frio, como águia na solidão,
Abriste frestas em minha janela,
Senti-me prisioneiro em cela,
E o céu como vilão.

Não sei para onde ias,
Nem sei se o que amavas,
Sei que eras uma ave pequena,

E eu a contemplar tua pureza amena,
Revestida de beleza plena
Esverdeando mais o mundo,

a levar minha alma serena
Ao canto mais profundo. 

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