Verde,
estático, à beira de um telhado...
Bico
fechado, asas por voar...
Pés unidos,
corpo em sentido,
Teus olhos
pontiagudos, agudos,
Em meu mar.
Tão frio,
como águia na solidão,
Abriste
frestas em minha janela,
Senti-me
prisioneiro em cela,
E o céu como
vilão.
Não sei para
onde ias,
Nem sei se o
que amavas,
Sei que eras
uma ave pequena,
E eu a
contemplar tua pureza amena,
Revestida de
beleza plena
Esverdeando
mais o mundo,
a levar minha alma serena
Ao canto mais profundo.

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