quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Loucura Natural




Boa noite, meu sol.
Bom dia, minha lua.
Como vai, minha grama dourada,
Minha serra cinzenta,
Minha nuvem solitária.
Para onde ias, minha flor,
Minha gaivota cansada.
Pouse em meu peito,
Deixe desse jeito,
Assim, beber dessa água
Celeste,
Que cai em seu corpo,
Minha terra amada!
E dessa terra,
Nascem teus canteiros,
E vos pergunto...
 - o que querem,
Senão falar...
Resmungam o dia inteiro,
Nesse chão obreiro,
Sonhando em fruto,
O teu luto,
E ainda ensinar o teu beijo,
Sentir o teu perfume,
E cantar no escuro,

Feito peixes em cardume!

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