Eu vi várias explosões,
estrelas se compondo,
outras se destruindo,
vi escuros se formando,
vários sóis se partindo...
Vi mundos sendo criados,
outros, se diluindo,
como corpos nus se amando,
e o suor da vida em meus olhos
caindo...
Vi o céu tão profundo,
que meus olhos doíam,
era tão forte seu apelo,
semelhante ao meu por teu beijo...
ensurdeci de tanto silêncio,
ao vir tua boca a calar,
morria a cada estrela,
desfazer-se em belezas,
que não sabia relatar...
Teu corpo... O espaço,
meu ser no seu adentrando,
em busca do primeiro cometa,
em plena gravidade sua,
a sentir a cada escuro
tua pele... Nua.
Penetrei no âmago de tua alma,
encontrei loucuras sem fim,
eras donas de mais planetas,
de canções feitas só pra mim...
Nada morreria, no entanto,
nem lágrimas ou pranto,
apenas teus olhos calados,
por mim almejados,
a espera de dormir no canto.

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