Aves
mortíferas em um chão tão puro,
A cair em
gramas tão verdes,
Em teus
seios suados,
Em meio
corpo amarrado
Em teu fruto
tão maduro...
Serras
brancas em nuvens ocultas,
Não há verde
em teu fim,
Apenas gotas
salientes,
Como meu
amor ardente,
Em tuas
vias, enfim.
Onde estás,
sol, que não te vejo?
Nem mesmo a
esperança amarela,
Que distorce
a língua humana,
Assim como
nossos ritos na cama,
A te fazer
gritar como donzela!
O chão
molhado se faz sentir,
Nas pegadas
em saltos,
Em pés
descalços,
Como um dia
em sobressalto,
Fiz teus
olhos partir...
Vi tua alma
a colidir ao sol,
A respingar
lágrimas de dor,
Vi teu corpo
gemer de vida,
Como chuvas
em janelas,
A bater em
telas,
Nosso mais
louco amor.
Eras só
minha, e minha tu és,
pois em ti construí
meu palácio,
não detive
em meus passos,
e naveguei
contra marés...
E vejo as
árvores, tão solitárias (daqui),
A espera do
cessar de um deus,
Que em água
remodela meu mundo,
Assim como
em teu mais escuro profundo,
Adentrei no
seu.

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