Caos
Em manhã de
agosto,
Estive
febril,
Andei por
janeiro,
Fui ao seu
ninho matreiro,
Amei o teu
corpo,
Senti os
lírios de abril.
Viajei em
teu espaço,
Nele fui
obreiro,
Construí
estrelas cadentes,
Cometas
meninos,
Pontes de
aço,
Voltei em
março,
Como belo
guerreiro.
Venci
guerras em Netuno,
Amei
mulheres em plutão,
Aos teus
olhos profundos
Voltei em
junho,
E perdi a
batalha do coração.
Teos
Em janeiro
descansei
Das
lembranças que aludi,
De tua alma
criança
Em tão
severa dança,
Como astro
me perdi...
Em
fevereiro,
Cantei
palavras ao teu ouvido,
Em conflitos
fui ferido,
E tornei-me
só teu.
Em março,
Um deus me
chamou,
Deu-me
forças em terras,
Em céus, em
luas belas,
E me fez o
que sou...
Sou abril
que se fechara,
Das
tormentas que passei,
Conheci
infernos santos,
Céus tão
severos,
Vi teu
vermelho manto,
E te amei.
Em maio
morri,
Ressuscitei
do amor,
Casei-me com
teu semblante,
Em meu ser
ausente,
Ao passo tão
presente,
Tornei-me
errante...
Andei em
junho,
Tão jovem
quanto vós,
Semeando
poesias,
Em meio a
feridas,
Que me
fizeram só.
Meu Julho
não era César,
Nada tinha
de romano,
Enfraquecera
em batalha,
Caíra em
fornalhas,
Enfraquecera
em anos,,,
Não sucumbi
em agosto,
Em minha
língua, teu gosto...
Em minha
alma, a lembrança,
Mas em meu
espírito lírico,
Desgosto...
Num
Flores e
amores de setembro,
Prestes a
desabrochar um novo mundo,
Vivas em
sabores, em cores,
Penetrei em
meu eu mais fecundo,
Mas outubro
me veio,
E dele me
cuidei,
Entrei em
meu corpo,
E nele
fiquei,
Levantei em
novembro,
E o sol em
mim se prontificou,
Cortando
nuvens cinzas,
Cascatas
celestes finas,
Enfim, o
vento levou...
Não levara
tudo,
Deixara o
verdadeiro Amor,
Tão
dezembro, tão divino
que, antes
de ir, saudade me deixou...

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