Me
engrandeço em teu corpo,
Em teus
lábios, em tuas plumas naturais,
Viajo sobre
tuas árvores,
E olho para
o teu céu,
Tão rico e
azul,
Quanto teus
falsos olhos.
Me embriago
com teu vinho,
Tão seco e
macio,
Leve e ao
passo forte,
Que degusto
até a última gota.
E no suor
que desce de tuas pernas,
Meus lábios
se vão endemoniados...
Partindo do
cais de tuas unhas
Felinas,
Ao topo de
uma montanha
Inabitada...
Não há saliências,
Nem pujanças,
Há relevos
em círculos,
Serras inebriantes,
Arco-iris na
noite,
Luas tão
frias pela manhã...
E o sol,
Companheiro
do dia,
Encontro em
tua alma,
Em meu fogo,
Em nossos lençóis...
O lago, tão
calmo quanto criança
A dormir,
Espera cativo
nosso espírito de amor,
E teus
pássaros fiéis,
Felizes pelo
grande Dia,
Cochicham uma
canção de paz.

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