sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Guerra e Paz




Me engrandeço em teu corpo,
Em teus lábios, em tuas plumas naturais,
Viajo sobre tuas árvores,
E olho para o teu céu,
Tão rico e azul,
Quanto teus falsos olhos.
Me embriago com teu vinho,
Tão seco e macio,
Leve e ao passo forte,
Que degusto até a última gota.
E no suor que desce de tuas pernas,
Meus lábios se vão endemoniados...
Partindo do cais de tuas unhas
Felinas,
Ao topo de uma montanha
Inabitada...
Não há saliências,
Nem pujanças,
Há relevos em círculos,
Serras inebriantes,
Arco-iris na noite,
Luas tão frias pela manhã...
E o sol,
Companheiro do dia,
Encontro em tua alma,
Em meu fogo,
Em nossos lençóis...

O lago, tão calmo quanto criança
A dormir,
Espera cativo nosso espírito de amor,
E teus pássaros fiéis,
Felizes pelo grande Dia,
Cochicham uma canção de paz.



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