Senti cheiros
de montanha,
Dos teus
olhos,
De tuas
entranhas,
E morri.
Assim...
A solidão
enfim se foi,
Ao vir tua
várzea sem fim,
Como uma
cidade em rios,
Desfazendo-se
em mim...
Teu verde
Cheirava a
capim,
E suguei com
olhos cerrados,
Levados ao
sonho poeta,
Em primas
veras concretas,
Tão bela
quanto o teu jardim.
Fui ao céu e
agradeci pelo Nada,
Em que
mergulhava em sorrisos,
Tão abstratos
tal essência,
Tão absurdo
em coerência,
Não tão
lírico sem você,
Minha amada...
Meus desejos
embargados,
Pelos teus
olhos sintéticos,
Por teu
sorriso alado,
Por tua voz
comprimida,
Fazem-me um
deus calado.
Daqui vejo
suas serras,
A quebrar
meu lago extenso,
Vejo tuas
nuvens a cobrir meu céu de dor,
Vejo tua
ponte
A ligar meu
horizonte,
Meu mundo,
Seus montes,
Onde mora
meu amor.

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