terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Teu Cheiro






Senti cheiros de montanha,
Dos teus olhos,
De tuas entranhas,
E morri.
Assim...
A solidão enfim se foi,
Ao vir tua várzea sem fim,
Como uma cidade em rios,
Desfazendo-se em mim...

Teu verde
Cheirava a capim,
E suguei com olhos cerrados,
Levados ao sonho poeta,
Em primas veras concretas,
Tão bela quanto o teu jardim.

Fui ao céu e agradeci pelo Nada,
Em que mergulhava em sorrisos,
Tão abstratos tal essência,
Tão absurdo em coerência,
Não tão lírico sem você,
Minha amada...

Meus desejos embargados,
Pelos teus olhos sintéticos,
Por teu sorriso alado,
Por tua voz comprimida,
Fazem-me um deus calado.

Daqui vejo suas serras,
A quebrar meu lago extenso,
Vejo tuas nuvens a cobrir meu céu de dor,
Vejo tua ponte
A ligar meu horizonte,
Meu mundo,
Seus montes,

Onde mora meu amor.

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