sexta-feira, 12 de junho de 2015

Dúvidas


Não mais te amo,

Nem mais sei o que sou.

Trôpego, hibrido; cálido,

Sonhador, errôneo,

Em princípios que não sei.

Apenas não te amo mais.

Palavras se foram vãs,

Em histórias pagãs,

Em que Deus era tudo,

Em meio a nós,

Que não éramos nada,

Apenas sóbrios amigos

De um passado lírico.

E hoje, em busca de ti,

Em outras que não

Amo,

Encontro a ti somente,

Nesse pranto que me espera.

 

Percebo que te amei,

Um pouco...

Mas tão somente como

Uma criança,

Um pequeno verme feroz,

Que corroía teus olhos,

Seus sonhos, sorrisos,

Teu mundo, tua paz.

Percebo, agora,

Que não sou mais um pequeno verme,

Nem um pequeno ser do mundo,

Sou apenas um homem

Em busca do sol,

De seu sorriso,

De tuas luas,

De tuas curvas,

De teu medo,

De seu segredo,

De teu céu!

Acho que... te amo!

Me enganei.

Graças aos deuses,

Me enganei!

Observo agora,

Simplesmente agora,

Que me encontrei

Em tuas formas,

Em teus lírios lisos,

Sem vestimentas,

A cuja beleza

Obedeço...

E dela padeço se não tiver.

Sim,

Descobri que te amo,

Te pertenço,

Me enriqueço,

Empobreço,

E Sobrevivo em forma

de Homem, que sou.

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