terça-feira, 7 de outubro de 2014

Teus Mares, Meu Navio






Mares bravios teus,
em meus navios ateus,
Queimar em fogo Zeus,
morrer em cruz de Prometeu,
pelo ar que respiras em Deus.

Morrer em teus lábios frios,
torná-los quentes em rios,
penetrar em cada ponta
de teus fios,
chamar-te e amar-te 
por lírios...

Ao vir tua beleza,
a concatenar em Natureza,
Com breves fios de sutileza,
na clareza de teus olhos,
Certeza...

E deságuo em teu cais,
em tuas luas gêmeas, jamais,
Tão pontiagudas e desnudas,
frutos de inspiração divina,
vê-las-ei em meus lábios
não mais.

Soberba mentira,
que do teu fogo me atira,
sabes tu que és meu sonho veludo,
a crença de meu mundo,
meu tudo.





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