Mares bravios teus,
em meus navios ateus,
Queimar em fogo Zeus,
morrer em cruz de Prometeu,
pelo ar que respiras em Deus.
Morrer em teus lábios frios,
torná-los quentes em rios,
penetrar em cada ponta
de teus fios,
chamar-te e amar-te
por lírios...
Ao vir tua beleza,
a concatenar em Natureza,
Com breves fios de sutileza,
na clareza de teus olhos,
Certeza...
E deságuo em teu cais,
em tuas luas gêmeas, jamais,
Tão pontiagudas e desnudas,
frutos de inspiração divina,
vê-las-ei em meus lábios
não mais.
Soberba mentira,
que do teu fogo me atira,
sabes tu que és meu sonho veludo,
a crença de meu mundo,
meu tudo.

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