que provoca barulhos sutis
Deixa-me frio de saudade,
com trauma.
Onde estás que não me liga.
Perdido estou sem teu nome,
cansado de esperas como fome,
e comer teu mundo como o último
Homem...
Estás sozinha em tabernas,
soltas como pássaros em vão?
a voar em céu nublado,
Oh, aluvião!
Não estás perdidas,
eu é que estou.
Possuída pela liberdade íntima,
Por não saberes que sou...
Mas sei que tu és,
e sei para onde vais,
és meu derradeiro sonho,
que andas nessa terra maldita,
a pensar em luas em que habita
atrás do sol que lhe atrai.
Não me trais, apenas se conduz,
tão perfeita em teu andado,
suntuoso corpo amado,
teus olhos, como luz.
Deixe saber apenas onde estás,
por meu coração bandido,
ao sentir-se tolhido,
por deixar-te escapar tão fugaz.
Ao chegar,
deite-me em teu colo,
em tuas pernas que um dia beijei.
Deite-me em tua cama,
ame-me como Brahma*,
como a última que deixei.
Dê-me teu corpo,
todo ele pra mim,
faça-me teu animal sem pê-lo,
Eleve-me ao cimo de tua montanha
e sinta meu apelo,
que um dia em segredo,
implorou por mim.
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*deus milenar indiano, adorado até hoje.

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