Entrei em teu escuro,
Hibernei em
tua floresta,
Desci teus
morros,
E em teu céu
vi o amor
Que me
resta.
Andei em
tuas montanhas,
Dancei em
tuas espanhas,
Chorei a
falsa chuva,
Minhas mãos
em tua luva,
Em teus
salões eu fiz festas.
Em teu amor,
porém,
Vi tuas
brumas a cegar,
Vi tua alma
gelada,
De ventos
carregada,
Eu vi teu
mar.
Tomei banhos
de paixão,
Não queria
sair de teu mar,
Antes vivia
de razão,
Hoje meu
coração
Ressuscita em
teu rezar.
Não rezes
por mim,
Dê-me apenas
teu amor,
Não vaciles
em meu corpo,
Esse ser
vazio e louco,
Na certeza
de viver por ti.
Sai de teu
escuro,
Acordei ao
sol manifesto,
Subi teus
rios quentes,
Desci do céu
em protesto.
Não há
montanhas,
Apenas o
amor,
Esse ser
colosso,
Como urso
trôpego,
Que me ama sem
amor.

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