Poema
Era da cor de um rio,
De um pássaro
no cio.
Eras da cor
de um fogo,
De um sol em
seu estado febril.
Era tão
quente que nem toquei,
Pois amava
tão breve,
Ao passo
confuso,
Seu final de
abril.
Vi teu
corpo,
Nada de
mais.
Apenas um eflúvio,
Hibrido e
recluso mundo,
Em sua forma
mais senil.
Portas
abertas,
Luas em seu
pomar,
Canteiros a
amostra,
Como eu
poderia nadar?
Não sabia,
Não servia,
Apenas te
via,
Como uma
bela cotovia,
A me
observar.
Eu é que te
via, cotovia,
E sonhei com
tuas vias,
Seu estreito
olhar;
Cantei em
coro com minha alma,
E sem trauma,
Voltei a te
amar.
Eras
devassa, não é mais,
Teu confesso
mundo,
Harmônico com
o meu imundo,
E sujo
cantar,
Perdeu-se em
mim,
Perdeu-se em
ti...
Não quero
mais te olhar.

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